
Estalinismo.
Toda a gente acha que sabe o suficiente
sobre o assunto.
Digamos que também eu achava… mas, curiosamente, quanto mais leio e
aprofundo o assunto mais claramente compreendo quão próximo estive disso, como na segunda metade da
minha carreira militar, estive submetido a chefes profundamente
estalinistas… Crescentemente... Quanto mais para o fim pior... capazes de caprichos e prepotências totalmente contraditórias com o bom senso, a ética republicana e as leis e regulamentos em vigor. Tenho a
certeza que só não cometeram (não cometem nem cometerão, espero) crimes da
grandeza do famigerado ditador georgiano porque o contexto não lhes permite
a concretização de tal vocação. De resto, alguns deles até foram,
igualmente, seminaristas… é um fenómeno sócio-psicológico, patológico?,
e, sobretudo, psiquiátrico (creio), esse que nos apresenta ex-ratos de
sacristia, papa-hóstias compulsivos, como pérfidos sacanas, nomeadamente
nas fileiras castrenses… desleais, pouco dados à verdade (sobretudo em momentos difíceis), pseudo-humildes… Fugir
deles!... da sua alçada tutelar… da sua “competência” “disciplinar”…
da sua avaliação ou "justiça"... quer dizer, da sua vingança mesquinha e ódio à liberdade de pensamento e
à cultura. Como o georgiano, capazes de deturpar fotografias, nomes,
estatísticas, valores e tudo o que se diz serem as virtudes castrenses… e ainda terem a distinta lata de, em momentos festivos, discursarem dizendo precisamente o contrário do praticado.
Eles (ainda) andam por aí, como se fossem insubstituíveis, os vampiros… E, curiosamente (ou não), fazem igualmente questão de se fazerem passar por anti-estalinistas... De facto, é dos livros que, os bárbaros são sempre os outros!...