27 de Novembro de 2009

A ASAE Responde sobre o Casino da Póvoa... não respondendo

Apresentada queixa à ASAE sobre o facto de o Casino da Póvoa não cumprir a Lei e Mentir, aquela autoridade já respondeu ao queixoso, dizendo:


Exmo(a) Senhor(a)


Por este meio acusamos a recepção da mensagem de V.Exa. do passado dia 9 de Setembro de 2009, cujo conteúdo agradecemos.
Informamos que, por se tratar de matéria que se insere no âmbito das competências desta Autoridade, iremos tomar todas as diligências consideradas necessárias.

Com os melhores cumprimentos,
O Director de Serviços

Pedro Cortes Picciochi

Mais nada... Entretanto, o queixoso (eu) já solicitou mais informação mas mais nada foi respondido...

17 de Setembro de 2009

Livro de Reclamações - A Fraude


Já alguma vez viu uma imagem destas em algum sítio? Acredito que já com certeza. Nas lojas, nos restaurantes, em estabelecimentos públicos, a alusão ao famoso Livro Amarelo ou Livro de Reclamações (LR) já há muito que é obrigatória e passou a estar na moda dizer-se que o cidadão, o cliente, o utente, deve a ele ter livre acesso e usá-lo quando não é bem servido.
Mas será isso mais que uma moda ou não passará apenas de mais uma treta pseudo-civilizada e psedo-democrática para ludibriar o Zé Tuga e nos fazer pensar que já nos parecemos um bocadinho com a Europa mais evoluída?

Acontece que em muitos locais o aviso está exposto apenas para inglês ver. E os mais incumpridores nem sequer são os mais pequenos, nomeadamente os coitados das casas de pasto. Quanto maiores mais aldrabões são. Já aqui foi postado o que se passa com o Casino da Póvoa de Varzim, que à entrada tem este aviso (do lado esquerdo) e lá dentro dizem que não têm livro.

Exemplo também flagrante de incumprimento do espírito da Lei é o que se passa no Hospital Militar do Porto. Dando um ar de instituição democrática e moderna, possui de facto este hospital um LR na Secretaria Geral. Mas o problema é que depois na prática tudo é feito no sentido de dificultar aos utentes civis o seu acesso. Geralmente os utentes, sobretudo os menos informados, são cansados com informações incoerentes e com omissões até que adiam a sua determinação de escrever no Livro e até acabam por esquecer.

Para os militares propriamente ditos o Director do Hospital Militar nortenho não se preocupa com o acesso inicial ao LR. Tem outro truque na manga - agir disciplinarmente sobre o reclamante argumentando modos menos polidos e troca de palavras alteradas e tretas afins, no sentido de punir o atrevido que ouse reclamar. Claro que para isso tem que contar com a colaboração do comandante do militar reclamante, o que nem sempre acontece. Mas há comandantes invertebrados, desprovidos de integridade de carácter e espírito tutelar que se prestam a esses vis caprichos.

O Livro de Reclamações, serve assim, para aferir da honestidade da entidade que o possui, bem como do seu carácter e sentido cívico. Quando um utente se manifesta interessado em reclamar a entidade detentora do LR deve facilitar o acesso ao mesmo e até ajudar (se tal for necessário) a preencher a reclamação. Neste caso, o Director dum Hospital deve agradecer ao reclamante e partir do princípio que o mesmo tem razão e está a contribuir para a resolução de alguma falha no serviço. Depois logo se verá se a reclamação é improcedente ou não.

3 de Setembro de 2009

Casino da Póvoa de Varzim Nega Livro de Reclamações a Clientes do Restaurante

Pois... é exactamente isso. Há dias reservei uma mesa para jantar no restaurante do casino. Era o aniversário dum familiar e às vezes também me dá pra ser "in"... Não, nem sequer é muito caro, eu considero acessível mesmo. Já tinha lá ido uma vez e gostado.
Mas desta vez um funcionário zeloso, logo à entrada do casino, pincundou que o meu rapaz não era de maior idade, apesar de o mesmo ter 19 anos e 1.80m de altura. Curiosamente de mim não duvidou, não sei porquê...
E não é que o rapaz se esqueceu do BI em casa?!... Nada a fazer... seguiram-se rogos e preces, mesmo lamentações, mas nada, não havia hipótese, os funcionários eram tão "sérios" que nem numa declaração de compromisso de honra de toda a família afirmando, ajuramentados, que declaravam conhecer o rapazote e ter ele já votado em referendo os convenceria...
Para a peleja argumentaram armas diversas, desde um regulamento postado à entrada declarando a impossibilidade de menores de 18 anos poderem aceder à Sala de Jogo até ao arrojo semântico de afirmarem que Tudo era Sala de Jogo naquele espaço belzebiano, incluindo o restaurante, as casas de banho, os corredores, tudo! Claro que não apresentaram nenhum documento definindo essa abrangência de significado, antes objectivando uma tacanhez mental maior que a das galinhas da minha mãe, sobretudo as carecas...
Chateados, lixados mesmo, com os ácidos e enzimas digestivos desnorteados, confusos... não tive outro remédio senão pedir o Livro de Reclamações para postar (para a posteridade) hinos e loas a tão ilustre demonstração de rigidez lusitana.
...
Ficamos esperando pelo livro mais cerca de 20 minutos... Deve ser pesado pensei. Talvez esteja ornado a ouro, metido em algum cofre, com acesso ralo e meticuloso... hum... esperando.
Finalmente apareceram... mas sem o livro. Afinal tinham descoberto que Não Havia Livro de Reclamações!
E a coisa continuou assim. Primeiro havia, depois não havia, e por fim, imaginem, não havia nem precisava de haver!... Sim... defendiam a pés juntos que não havia nem tinha de haver porque (justificavam) a autoridade fiscalizadora estava lá dentro (...).
Confesso que não engoli, nem engulo essa, de a autoridade estar lá dentro, e nem vou dizer aqui neste blog o que penso dessa salada, dessa dimensão promíscua. Também tenho a minha quantia de pudicidade...
Falei entretanto com essa autoridade, não fosse ser acusado de fugir ao diálogo, que me tentou confundir com conceitos diversos, nomeadamente do que é ser público e privado e que me assegurou que de facto não era preciso ter livro de reclamações por dois motivos: porque um casino não precisa de ter... e porque estava lá ele que servia de livro de reclamações (...)... Ainda lhe perguntei se ele estava em quadruplicado, se eu ficava com uma cópia, outra ia para o ministério da administração, etc... mas não havia mais nada a fazer naquele antro demoníaco.
Perante a negação do livro de reclamação solicitei a intervenção da PSP que tomou conta da ocorrência.
Falta dizer-vos que, contrariando tudo aquilo que os funcionários dizem, e sobretudo a "autoridade" lá presente, à entrada do Casino da Póvoa de Varzim, do lado esquerdo, está afixado o Aviso modelo A4, encaixilhado, com o logotipo apropriado, dizendo " este estabelecimento tem Livro de Reclamações". Ou seja, o Casino da Póvoa de Varzim, duma maneira ou de outra, MENTE acerca do Livro de Reclamações.
Acautelem-se!... e dirijo-me essencialmente a quem pretender recorrer ao mesmo para outros assuntos mais interessantes e mais nobres (do que jogar ao azar), como seja simplesmente jantar.

1 de Setembro de 2009

Prelúdios da (Des)Virtude Castrense - 1 (A Avaliação)

A Avaliação

Para certos chefes, Lealdade é:

Mentir sob juramento a favor do Chefe

Dizer o que o Chefe gosta de ouvir

Dispensar o cumprimento da Lei se isso agradar ao Chefe

Nunca discordar do Chefe

Achar sempre piada às anedotas contadas pelo Chefe

Venerar o Chefe como se fosse uma divindade

Considerar o Chefe o mais inteligente e mais culto

Nunca se queixar do Chefe ou dos amigos do Chefe

Para esses chefes, ter Integridade de Carácter é ter esse tipo de Lealdade definida acima

Isto apresenta um enorme problema, ou mesmo dois ou três.

Desde logo, um problema semântico, de não se tratarem as coisas pelo verdadeiro nome. Depois um problema de inversão de qualidade da Virtude, uma vez que tratam como virtuoso o que está nas antípodas do mesmo, na sua antítese, no Vício.

Soa desarmonioso, até para os profanos, chamar Leal ou Abnegado a um objectivo coiro parasitista e de palavra mais variadora que o câmbio nas bolsas.

Dizem haver uma necessidade urgente e absoluta de avaliar os professores, como já se avaliam os militares nos quartéis e os funcionários nos escritórios. Há um vício de avaliar, uma toxicodependência de o fazer. E a gente fica, inevitavelmente a coçar a orelha e a pensar… achando que há coisa nisto que não joga bem.

E eu chamo capitalista a esta doença, e até mesmo fascista, porque (após poucos avos de cisma) se conclui que estes rituais não são geralmente praticados com o mínimo de elementar Justiça.

Vejamos o que se passa por exemplo num quartel do Exército:

O Avaliando é um Major. Trata-se dum Oficial Superior (por aqui se imaginando o que poderá acontecer com um Sargento ou um Soldado), mas ele deverá ser avaliado por três oficiais mais elevados que ele, um dos quais é o próprio comandante.

Acontece que nenhum dos 3 avaliadores grama o avaliando, mas nada que tenha a ver com o serviço, com o desempenho do trabalho.

O 1.º avaliador não o grama, nem sabe bem porquê, mas sobretudo porque sabe que o 2.º avaliador e o cmdt não o gramam. Além disso já teve com o avaliando algumas escaramuças verbais nomeadamente opiniões sobre o aborto, religião e política em geral. É agora uma boa oportunidade de se vingar.

O 2.º avaliador já esperava por esta há muito tempo, vai finalmente esfregar as mãos de contente, ver o seu orgulho ferido amortizado.

(continua)

8 de Agosto de 2009

Luísa Tender - Recital no Teatro Sá de Miranda


Parece muito mais jovem do que realmente é, apesar de os seus 32 anos ainda serem muito prévios. Contudo, já toca piano há 28 e não poderia ser há menos para tocar como o fez ontem, no VIII Festival Internacional de Música que, como habitualmente, se realiza em Viana do Castelo e tem o Teatro Sá de Miranda como palco principal.

Luísa Tender tocou magnificamente, embora o público não enchesse mais que metade do teatro (e bilhetes a 5 euros!...), evidenciando técnica e maturidade, numa primeira parte o Concerto Italiano de J.S. Bach e a maravilhosa Suite Bergamasque e Pour le Piano de Claude Debussy. Na segunda parte, dum recital de cerca de 90 minutos, a jovem pianista portuguesa tocou maravilhosamente a Suite Inglesa em Sol Menor de J.S. Bach, Prelúdio e Fuga em Ré Menor de Dmitri Shostakovich (adoro este compositor e a intérprete não me decepcionou) e Chaconne em Ré Menor de J.S. Bach / F. Busoni.

Luísa Tender... um nome a não esquecer.

Defensor Moura - A Queda de um Anjo




O Dr. Defensor Moura tem evidenciado ser para Viana do Castelo como Presidente da Câmara aquilo que a generalidade dos políticos do PS têm evidenciado ser para o País - um Ditador. Mas isso não é necessariamente uma coisa muito grave. Nunca me canso de repetir que o próprio Júlio César foi eleito Ditador de Roma. E Defensor Moura foi eleito e reeleito.

O que aconteceu entretanto foi que o partido que representa lhe retirou entretanto o tapete, ou seja o apoio, e decidiu-se por outra personalidade para o próximo concurso eleitoral. Nada que seja muito de admirar porquanto o autarca entrou por diversas vezes em rota de colisão com a designada hierarquia socialista e estes partidos democráticos (tipo PS) não são nada apreciadores dessa liberdade. De certo modo porém podemos dizer que são negócios deles... que se arranjem.

Mas também acontece entretanto que, para os portugueses que o têm de aturar, Defensor Moura já não é apenas um ditador suportável mas também (e isto é muito pior) um oportunista. Com efeito, ao invés de persistir em governar a autarquia minhota e candidatar-se como Independente, como seria de esperar, aceitou um prémio de consolação do Partido Socialista, o de ser candidato a Deputado nas legislativas.

Estamos assim perante um quadro de promiscuidade em que ninguém tem vergonha. De um partido que corta as pernas a um autarca livre, que não acha digno de representar o PS nas próximas autárquicas, mas que diz poder ser um óptimo deputado para representar a Princesa do Lima (...) na AR. Do outro um presidente de câmara que desiste de se candidatar como independente porque lhe abanam com um osso em Lisboa... Como se a AR emprestasse dignidade a alguém. Defensor Moura irá assim ser colega daquelas jovens deputadas socialistas que muito prestigiam o parlamento mascando chiclete de perna cruzada e mandando umas bocas para a oposição.

Claro que há sempre a hipótese de o ilustre deputado ir revolucionar aquilo tudo para Lisboa... Mas para já saboreamos o trago da novidade. De o ilustre candidato só agora ter sido inspirado pela luminosa vocação de defender os vianenses naquela outra dimensão, coincidentemente com o facto de o partido o querer correr da cidade por quem sempre se disse tão afeiçoado.

27 de Julho de 2009

O Perigo de os Militares Falarem - 1

De vez em quando fala-se… de os militares falarem… e do perigo que daí pode resultar para o bem estar do País, das instituições, sobretudo da democracia e a liberdade que lhe corresponde.

Ai que nem é bom pensar nisso!, na desgraça e/iminente, na catástrofe que daí poderia advir, de os militares poderem falar como qualquer outro cidadão!... era só o que faltava!, depois de tanto escândalo e corrupção ainda por cima a Pátria ter que suportar tal desconforto extremo, esse rude golpe, de se ouvir militaras a falar!...

Toda a gente sabe, há muito tempo que isso ficou determinado, que um militar não deve ter direito de expressar livremente o que lhe vai na alma, desde logo porque o mesmo tem uma alma diferente, e já muito o Governo da Nação é tolerante em lhe permitir que colabore para a reconstrução do pecúlio nacional e até que pague impostos!... Que mais quer?... de que mais precisa um militar para dirimir o seu complexo de inferioridade e se achar humanamente igual aos demais?! Aceita-se o seu abnegado contributo, ora esse, mas daí até querer falar…!...

Toda a gente sabe que um militar não sabe falar, não foi para isso que foi configurado. 1, 2… esquerda, direita… não é falar, não é expressar opinião, e assim é que está bem… assim é que é natural, como as ervas que teimam em crescer na Parada…

Doutro modo não nos entendíamos. Cada macaco no seu galho. Já viram?... se o militar tivesse direito a falar, então qualquer civil deveria ter direito a dizer 1, 2… esquerdo, direito… e já imaginaram?!...

Para além do mais, o Governo da Nação não lhe paga para falar. Para falar já basta os jogadores de futebol… e lá está, esses não sabem distinguir o 1 do 2… e a esquerda da direita… tá certo.

5 de Julho de 2009

Carta do Exílio


No estado capitalista e fascizante de Sócrates, a Liberdade é um mero vocábulo de retórica e a única liberdade que temos é a que não nos conseguem (ou não convém) tirar.
Nunca fui um partidário, acólito ou simpatizante do botas de Santa Comba, mas confesso que sinto mais respeito por ele, pelo objectivo ditador (como até os locutores abusivamente lhe chamam) Salazar do que por estes Cavacos, Sócrates, Jardins, Barrosos e afins. Do outro, do clássico ditador, sabiamos (todos) com o que contar... e também acabamos por saber que não se abotoava com o pecúlio como o que estes subtraem à Nação e ao Povo.
Salazar nunca foi um Ladrão sinistro como Vitor Constâncio, que em qualquer outro país menos sereno já teria sido fuzilado ou linchado por populares em fúria sedentos dum mínimo de justiça.
Os actuais governantes, além de ladrões, são arrogantes e só se assemelham a simpáticos e servis que nem putas (quer rafeiras quer de luxo) quando precisam do voto popular para perpetuar a sua sede de ditadura e ladroagem.
Não há LIBERDADE em Portugal porque o que há essencialmente é MENTIRA... e tal repercute-se a todos os níveis, até nos quarteis donde alegadamente terá germinado o rebento fundamental da instauração duma pretensa liberdade. Não havendo liberdade, há, lógicamente, PIDES... com outro nome e outro disfarce, é claro.
No 10 de Junho condecoram-se pessoas que ninguém conhece ou, simplesmente, porque são conhecidas. Nunca se vê um TRABALHADOR, um operário, um pescador, um mineiro, a ser condecorado. Nem um Soldado, obviamente. No tocante à Defesa, costuma ser um (ou mesmo dois) general (ais) que não fizeram absolutamente NADA pelas Forças Armadas (FA), a não ser cortar bolos de aniversário de espada e, eventualmente destruir um pouco mais a estrutura das FA.
Em Portugal, continua a haver Presos Políticos... não da forma clássica, é verdade, mas nas ruas, à secretaria no local de trabalho, na parada do quartel.
Exemplo flagrante de opressão num sentido amplo e mesmo político é o que tem acontecido na EPT-PASS, onde militares têm sido perseguidos por motivo de ideologia política, credo religioso ou filosofia de vida, ou ainda simplesmente por solicitarem o cumprimento de leis consagradas na Constituição da República Portuguesa.
Recentemente, dois oficiais foram sujeitos nessa Unidade do Exército a restrições injustificadas de liberdade de movimentos dentro do aquartelamento, bem como de acesso à Internet. Foram inventadas medidas, algumas de índole aparentemente legal, e de aplicação aparentemente geral, mas orientadas na prática para o prejuizo e controlo de movimentos desses únicos oficiais.
Como corolário dessa atitude, em que os militares se encontravam na prática com menos Direitos do qualquer presidiário de qualquer penitenciária portuguesa, desmotivaram um deles a que continuasse nas fileiras, tendo passado já à Reserva (domicílio). Quanto ao outro, participante neste Blog, foi compulsivamente enviado para o Exílio, dentro do que era possível "dissimuladamente" fazer-se. Não o mandaram para a Sibéria porque parecia mal (afinal de contas os participantes na Decisão Final são todos Católicos e até estiveram presentes na última Peregrinação Militar a Fátima...) e sobretudo porque a Sibéria não nos pertence nem somos (eles) tradicionalmente amigos dos Russos... e para uma Reserva ìndia, podia ser perigoso na medida em que o presidiário sempre manifestou admiração pelos ameríndios...
Do Exílio... como é o exílio?... Bem, paradoxalmente ter-se-á de dizer que no geral é de muito melhor qualidade que a EPT-PASS, o que não é de espantar. Saudades ficam é das árvores que a PASS tem (embora não merecendo) e de alguns amigos... e até dos gatos vadios que por lá pululam.
No BATALHÃO DISCIPLINAR 999, fora as árvores, tudo é melhor que na PASS.
Já começamos entretanto a incrementar a área verde, tentando colaborar para que esta unidade do exílio seja, além de humanamente de qualidade superior à dos sheminaristas frustados de transmissões, detentora também de árvores e plantas condizentes com a qualidade da massa humana.
Neste batalhão respira-se camaradagem, lealdade, inteligência, entreajuda, respeito, orgulho (satisfação) de se ser militar... tudo coisas inexistentes no Reino de Mathias & Mello - Cabreiro. Lda, a Serôdia empresa que governa a pseudo-escola militar do Porto.
O autor desta carta/crónica, apesar de prophundamente quichotesco, não tem ilusões acerca da dissimulação e mistificação do IN, não anda tanto a dormir como possa aparentar.
Mas o que constata é que, tal como no reinado do coronel Morera (que inteligentemente soube amaciar o vector persecutório anterior, proporcionando alguma aparente frontalidade e respeito para com oficiais "problemáticos") também a actual administração do Batalhão Disciplinar 999 está a ser objectivamente cortês, educada e aparentemente frontal e respeitadora) para com o exilado político implicitamente em epígrafe.

JRPM

1 de Julho de 2009

Da Universidade duma Religião que Reabilitou Galileu em 1992


Não compreendo a existência duma Universidade chamada Católica. Quero dizer, até compreendo e aceito que a Igreja Católica tenha um Seminário Maior onde forme os seus mais ilustres e letrados pastores, os doutores digamos assim, nas artes da espiritualidade com que trabalham quotidianamente e ganham o mesmo pão.
Mas até o doutoramento dos cléricos me faz impressão, na medida em que, segundo as escrituras provindas dos ensinamentos de Cristo, os seguidores do Mestre não eram na generalidade propriamente académicos, mas antes simples pescadores, prostitutas arrependidas e gentes que nem o 12º Ano tinham, muito menos as provas de acesso à Universidade. Acontece também que uma pastorinha ignara e analfabeta como a Jacintinha, alegadamente quase vidente de Fátima, é considerada actualmente como doutora (...) da Igreja. E ela nem sequer cumpriu a ordem a da divinal Senhora de se dirigir à escola mais póxima e lá aprender pelo menos os rudimentos do LEC. Digamos que, no mínimo a bota não bate com a outra...
Apesar de tudo isto, que já não é pouco, até aceitaria a academia católica, se os mestres de sotaina se limitassem a especular superiormente sobre teologia ou ciências religiosas, como está na moda dizer. Falamos claro, de teologia católica, não de teologia cristã e muito menos de outros credos religiosos, para os quais as autoridades católicas não demonstram a miníma abertura nem sequer conhecimento, levando-os, como produto final a afirmarem, como eu já ouvi, que Buda é o deus dos budistas ou que o Budismo é uma religião que existe para povos muito pobres...
Mas o pior, o pior de tudo, o escandaloso, é que a famigerada Universidade Católica não se limita a dar, ou vender, cursos de reza, misturados com poemas (publicados) do Francisquinho (que nunca aprendeu sequer a escrever, apesar de esse sim, cumprir as directrizes da Senhora, e até ter aprendido a ler um pouquito mas evidenciando falta de capacidade para aprender a escrever) ou as virtudes extra-existenciais de Alexandrina de Balazar que viveu 13 anos e 7 meses sem comer nem beber, nem defecar (obviamente) mas mesmo assim ainda precisa de fazer um milagre (?) para ser considerada santa...
A Universidade Católica ministra cursos para além das rezas, nomeadamente Direito e Gestão. À primeira vista, é de atar as mãos à barriga de riso... embora não seja muito de estranhar que se interesse por essas coisas da gestão e do direito. Quanto ao Direito, concretamente, seria muito mais de estranhar é que UC ensinasse Justiça, coisa que obviamente nunca praticou.
Mas o mais estranho de tudo isso é que esses cursos estão muito conceituados na sociedade civil e até no mercado de trabalho (cruzes)!... Claro que, neste contexto, não é de esperar que sejam os padrecos a ministrar tais conhecimentos, mas obviamente profs mercenários que se prestam a qualquer coisa pelo vil metal.
Um dia destes, um amigo meu, nada católico por sinal, e (imagine-se!) professor numa universidade estatal, afirmou-me convictamente que está a pensar seriamente em meter lá, na UC, a filha, a cursar Direito. Fiquei abismado... perplexo...!... Como é possível?
Como é possível que se atribua crédito a uma universidade pertencente a uma das organizações mais retrógradas do Mundo?
Reparem que essa organização teve a distinta lata de esperar por 1992 para reabilitar Galileu Galileu (1564-1642), 350 anos depois da sua morte!... séculos depois de se saber que ele tinha razão acerca do movimento da Terra!... Foi mais uma das grandes obras desse Papa medíocre que apreciava beijar o chão dos países que visitava mas que se recusou a fazê-lo em Timor porque já tinha beijado a lama da Indonésia...
Pensando friamente, a Igreja Católica é capaz de tudo. Ela lá terá as suas razões, nada cristãs com certeza, para sustentar uma Universidade (nomeadamente com as esmolas dos analfabetos crentes). Até se fala de que é accionista de uma fábrica de preservativos em Turim.
O que é lamentável é que haja professores civis que aceitem trabalhar para tal patrão, nomeadamente desprezando o ensino estatal onde às vezes também ocupam tachos.
Quando me dizem que os cursos da UC têm muita qualidade, eu interpreto isso como significando uma profunda incompetência, senão mesmo traição das entidades tutelares que governam o País. Se a UC faz licenciaturas em Direito com mais qualidade que as universidades do Estado é porque o pseudo-engenheiro Sócrates é mais uma vez um grande incompetente ( e traidor do povo português) e o Presidente da República idem e aspas. É deveras vergonhoso que alguém procure uma universidade católica para fazer um curso de direito ou gestão com todos os antecedentes e características que definem essa igreja no passado e no presnte.
Curiosamente, esse amigo que pretende pôr a filha na UC, além de não ser nada católico ainda é profundo admirador e apoiante do actual governo que desgoverna "este país"...

26 de Junho de 2009

instantâneo do fatimismo castrense


Nota prévia: deve ler-se ouvindo música angélica... ou pelo menos imaginando-a



Peregrino em Fátima (trocando os bigodes surpreso, amuletado pela esposa):



olá fulano de tal, está por aqui? Que sítio interessante e tão apropriado para nos encontrarmos!... rs





Militar (fulano de tal) em serviço protocolar em Fátima:


Estou sim meu coronel... mas não sou eu que que venho fazer exame de contrição e penitenciar-me... Seja bem-vindo... já deve saber onde é a basílica da santísima trindade... dirija-se à porta do lado