27 de Novembro de 2009
A ASAE Responde sobre o Casino da Póvoa... não respondendo
17 de Setembro de 2009
Livro de Reclamações - A Fraude
3 de Setembro de 2009
Casino da Póvoa de Varzim Nega Livro de Reclamações a Clientes do Restaurante
1 de Setembro de 2009
Prelúdios da (Des)Virtude Castrense - 1 (A Avaliação)
A Avaliação
Para certos chefes, Lealdade é:
Mentir sob juramento a favor do Chefe
Dizer o que o Chefe gosta de ouvir
Dispensar o cumprimento da Lei se isso agradar ao Chefe
Nunca discordar do Chefe
Achar sempre piada às anedotas contadas pelo Chefe
Venerar o Chefe como se fosse uma divindade
Considerar o Chefe o mais inteligente e mais culto
Nunca se queixar do Chefe ou dos amigos do Chefe
Para esses chefes, ter Integridade de Carácter é ter esse tipo de Lealdade definida acima
Isto apresenta um enorme problema, ou mesmo dois ou três.
Desde logo, um problema semântico, de não se tratarem as coisas pelo verdadeiro nome. Depois um problema de inversão de qualidade da Virtude, uma vez que tratam como virtuoso o que está nas antípodas do mesmo, na sua antítese, no Vício.
Soa desarmonioso, até para os profanos, chamar Leal ou Abnegado a um objectivo coiro parasitista e de palavra mais variadora que o câmbio nas bolsas.
Dizem haver uma necessidade urgente e absoluta de avaliar os professores, como já se avaliam os militares nos quartéis e os funcionários nos escritórios. Há um vício de avaliar, uma toxicodependência de o fazer. E a gente fica, inevitavelmente a coçar a orelha e a pensar… achando que há coisa nisto que não joga bem.
E eu chamo capitalista a esta doença, e até mesmo fascista, porque (após poucos avos de cisma) se conclui que estes rituais não são geralmente praticados com o mínimo de elementar Justiça.
Vejamos o que se passa por exemplo num quartel do Exército:
O Avaliando é um Major. Trata-se dum Oficial Superior (por aqui se imaginando o que poderá acontecer com um Sargento ou um Soldado), mas ele deverá ser avaliado por três oficiais mais elevados que ele, um dos quais é o próprio comandante.
Acontece que nenhum dos 3 avaliadores grama o avaliando, mas nada que tenha a ver com o serviço, com o desempenho do trabalho.
O 1.º avaliador não o grama, nem sabe bem porquê, mas sobretudo porque sabe que o 2.º avaliador e o cmdt não o gramam. Além disso já teve com o avaliando algumas escaramuças verbais nomeadamente opiniões sobre o aborto, religião e política em geral. É agora uma boa oportunidade de se vingar.
O 2.º avaliador já esperava por esta há muito tempo, vai finalmente esfregar as mãos de contente, ver o seu orgulho ferido amortizado.
(continua)
8 de Agosto de 2009
Luísa Tender - Recital no Teatro Sá de Miranda

Defensor Moura - A Queda de um Anjo


27 de Julho de 2009
O Perigo de os Militares Falarem - 1
De vez em quando fala-se… de os militares falarem… e do perigo que daí pode resultar para o bem estar do País, das instituições, sobretudo da democracia e a liberdade que lhe corresponde.
Ai que nem é bom pensar nisso!, na desgraça e/iminente, na catástrofe que daí poderia advir, de os militares poderem falar como qualquer outro cidadão!... era só o que faltava!, depois de tanto escândalo e corrupção ainda por cima a Pátria ter que suportar tal desconforto extremo, esse rude golpe, de se ouvir militaras a falar!...
Toda a gente sabe, há muito tempo que isso ficou determinado, que um militar não deve ter direito de expressar livremente o que lhe vai na alma, desde logo porque o mesmo tem uma alma diferente, e já muito o Governo da Nação é tolerante em lhe permitir que colabore para a reconstrução do pecúlio nacional e até que pague impostos!... Que mais quer?... de que mais precisa um militar para dirimir o seu complexo de inferioridade e se achar humanamente igual aos demais?! Aceita-se o seu abnegado contributo, ora esse, mas daí até querer falar…!...
Toda a gente sabe que um militar não sabe falar, não foi para isso que foi configurado. 1, 2… esquerda, direita… não é falar, não é expressar opinião, e assim é que está bem… assim é que é natural, como as ervas que teimam em crescer na Parada…
Doutro modo não nos entendíamos. Cada macaco no seu galho. Já viram?... se o militar tivesse direito a falar, então qualquer civil deveria ter direito a dizer 1, 2… esquerdo, direito… e já imaginaram?!...
Para além do mais, o Governo da Nação não lhe paga para falar. Para falar já basta os jogadores de futebol… e lá está, esses não sabem distinguir o 1 do 2… e a esquerda da direita… tá certo.
5 de Julho de 2009
Carta do Exílio

1 de Julho de 2009
Da Universidade duma Religião que Reabilitou Galileu em 1992

Mas até o doutoramento dos cléricos me faz impressão, na medida em que, segundo as escrituras provindas dos ensinamentos de Cristo, os seguidores do Mestre não eram na generalidade propriamente académicos, mas antes simples pescadores, prostitutas arrependidas e gentes que nem o 12º Ano tinham, muito menos as provas de acesso à Universidade. Acontece também que uma pastorinha ignara e analfabeta como a Jacintinha, alegadamente quase vidente de Fátima, é considerada actualmente como doutora (...) da Igreja. E ela nem sequer cumpriu a ordem a da divinal Senhora de se dirigir à escola mais póxima e lá aprender pelo menos os rudimentos do LEC. Digamos que, no mínimo a bota não bate com a outra...
Apesar de tudo isto, que já não é pouco, até aceitaria a academia católica, se os mestres de sotaina se limitassem a especular superiormente sobre teologia ou ciências religiosas, como está na moda dizer. Falamos claro, de teologia católica, não de teologia cristã e muito menos de outros credos religiosos, para os quais as autoridades católicas não demonstram a miníma abertura nem sequer conhecimento, levando-os, como produto final a afirmarem, como eu já ouvi, que Buda é o deus dos budistas ou que o Budismo é uma religião que existe para povos muito pobres...
Mas o pior, o pior de tudo, o escandaloso, é que a famigerada Universidade Católica não se limita a dar, ou vender, cursos de reza, misturados com poemas (publicados) do Francisquinho (que nunca aprendeu sequer a escrever, apesar de esse sim, cumprir as directrizes da Senhora, e até ter aprendido a ler um pouquito mas evidenciando falta de capacidade para aprender a escrever) ou as virtudes extra-existenciais de Alexandrina de Balazar que viveu 13 anos e 7 meses sem comer nem beber, nem defecar (obviamente) mas mesmo assim ainda precisa de fazer um milagre (?) para ser considerada santa...
A Universidade Católica ministra cursos para além das rezas, nomeadamente Direito e Gestão. À primeira vista, é de atar as mãos à barriga de riso... embora não seja muito de estranhar que se interesse por essas coisas da gestão e do direito. Quanto ao Direito, concretamente, seria muito mais de estranhar é que UC ensinasse Justiça, coisa que obviamente nunca praticou.
Mas o mais estranho de tudo isso é que esses cursos estão muito conceituados na sociedade civil e até no mercado de trabalho (cruzes)!... Claro que, neste contexto, não é de esperar que sejam os padrecos a ministrar tais conhecimentos, mas obviamente profs mercenários que se prestam a qualquer coisa pelo vil metal.
Um dia destes, um amigo meu, nada católico por sinal, e (imagine-se!) professor numa universidade estatal, afirmou-me convictamente que está a pensar seriamente em meter lá, na UC, a filha, a cursar Direito. Fiquei abismado... perplexo...!... Como é possível?
Como é possível que se atribua crédito a uma universidade pertencente a uma das organizações mais retrógradas do Mundo?
Reparem que essa organização teve a distinta lata de esperar por 1992 para reabilitar Galileu Galileu (1564-1642), 350 anos depois da sua morte!... séculos depois de se saber que ele tinha razão acerca do movimento da Terra!... Foi mais uma das grandes obras desse Papa medíocre que apreciava beijar o chão dos países que visitava mas que se recusou a fazê-lo em Timor porque já tinha beijado a lama da Indonésia...
Pensando friamente, a Igreja Católica é capaz de tudo. Ela lá terá as suas razões, nada cristãs com certeza, para sustentar uma Universidade (nomeadamente com as esmolas dos analfabetos crentes). Até se fala de que é accionista de uma fábrica de preservativos em Turim.
O que é lamentável é que haja professores civis que aceitem trabalhar para tal patrão, nomeadamente desprezando o ensino estatal onde às vezes também ocupam tachos.
Quando me dizem que os cursos da UC têm muita qualidade, eu interpreto isso como significando uma profunda incompetência, senão mesmo traição das entidades tutelares que governam o País. Se a UC faz licenciaturas em Direito com mais qualidade que as universidades do Estado é porque o pseudo-engenheiro Sócrates é mais uma vez um grande incompetente ( e traidor do povo português) e o Presidente da República idem e aspas. É deveras vergonhoso que alguém procure uma universidade católica para fazer um curso de direito ou gestão com todos os antecedentes e características que definem essa igreja no passado e no presnte.
Curiosamente, esse amigo que pretende pôr a filha na UC, além de não ser nada católico ainda é profundo admirador e apoiante do actual governo que desgoverna "este país"...
26 de Junho de 2009
instantâneo do fatimismo castrense

